Domingo, Junho 1, 2008

Anjo Prometido

Abandonaste as formas negras
Os trajectos lúgubres e escuros
Despertaste no embater constante
Contra a pedra dura dos muros



Assumes nova forma
Tão leve e atenuante
Dos sofrimentos outrora
Em mim anjo, caídos



Congelo o constante despertar
Do tempo na imagem de ti
Deslumbro-te me na tua forma
Transcendência: senti!



Nos meios traços cândidos
Bordados no olhar perdido
Refugio-me nas tuas asas


Meu Anjo Prometido! 
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Quarta-feira, Março 5, 2008

Saudade

A dor presente

Do amor claro e evidente

Que protesto a ausência

E espero novamente

O AMOR dos encantos

Do toque aquecido

No ventre consentido

Do curso prometido

A DOR de sentir frio

No mundo esquecido

Que nos separou

E dilacerou o abrigo

A ESPERANÇA de nós:

Trazer o passado ao presente

Deambular pelo futuro

Diferente do agora esgotante

Nisto desenho a SAUDADE

Tão pura e não engana

AMOR, DOR e ESPERANÇA

Te sinto palavra lusitana.

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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Diálogo de Desencontros

Rasguei-me em gente

Pura queda desequilibrada

Sonhadora a vida

Somente ela:e mais nada


Do meu ventre dilacerado

Queimaram-se as pontes

Esgotaram-se as fontes

Das ideias desmedidas


Do sangue derramado

Que nem uma gota vi

Suturei-lhe o ventre

Mais imaculado do que senti


Anjo puro e terno

Assombrado pelo silêncio

Descontente com o sonho

Que em mim estava escondido


As lágrimas são cristais

Belas,puros ideais

Caem em ritmo lento

E ferem-me o rosto:punhais


Começo a escurecer

A beleza que sempre iluminei

Apago o sorriso

Esse que nunca vislumbrei


Os punhais me ferem

Mais em mim anjo

Do que nela gente

Sinto-me longe, impotente!


Sóbrio na missão

Que esculpiram outrora

Detenho-me, Arrelio-me

Mordaço a voz na hora


Deixo-me cair vagorosamente

Sinto a beleza no sangue

Respiro profundamente

E deixo de existir: no teu sempre


Acelerei o passo confuso

Queria amparar-lhe a queda

Ainda lhe toquei o ventre

Perdi tudo o que teria: ela.

Publicado por Gnose em 22:19:41 | Permalink | Comentários (3)

Domingo, Fevereiro 10, 2008

Perdoai-me…

Perdoai-me…

Este cansaço insistente

De ser tão louca gente

Com o puro embaraço

De me tornar transcendente

Perdoai-me…

Se tantas das vezes

Me falham as palavras

Cruas e pesadas

Na amargura dos dias

Perdoai-me…

Se escondo mais

Do que posso

Se me encosto

Em tanto desgosto

Perdoai-me…

Se me canso de momento

Arbitrariamente de ser gente

E me sinto livre e contente

Nas minhas vestes de anjo

Perdoai-me…

Se dou mais do que tenho

E na escassez prometida

Me aventuro por caminhos

Que não devo na vida

Perdoai-me…

Se vos alcanço

Em todo o segredo

E vos quero para mim

De modo tão eterno

Perdoai-me…

Se tenho tanto medo

Dos dias de desassossego

Em que nem forma de gente

Nem forma de anjo quero

Publicado por Gnose em 09:54:36 | Permalink | Comentários (1) »

Sábado, Fevereiro 2, 2008

Até breve…

De malas às costas… Até breve…

Publicado por Gnose em 20:08:51 | Permalink | Comentários (1) »

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Se Deus…

Se Deus enviasse

Asas a todos os anjos

Vestidos de negro

Que delas se esqueceram

Se Deus devolvesse

As penas doces

Caídas de outras tantas

Que se quebraram

Se Deus aconchegasse

Os nosso braços

Sós e descalços com anjos

Que nos prometeram

Se Deus resgatasse

O momento de puro embaraço

Emotivo, agora de choro escasso

Que me perdi, na perda do teu abraço.

Publicado por Gnose em 11:42:38 | Permalink | Comentários (1) »

Terça-feira, Janeiro 29, 2008

Abraço esquecido



Mostra-me o teu corpo


O encanto que escondes


Nesse sorriso desaparecido


Mostra-me o quente que tornas gelado


Mostra-me o teu espaço


O encanto que te atrapalha


Nesse olhar destemido


Mostra-me o que tanto me agasalha


Deixa-me cair lentamente


No leito de aconchego


De amor vagabundo


Que encontro a cada segundo


Desenha comigo assim o Mundo


Esculpe-o a cada instante perdido


E quando nada fizer sentido


Adormecemos num abraço esquecido


Publicado por Gnose em 21:47:52 | Permalink | Sem Comentários »

Sábado, Janeiro 26, 2008

Retorno de um anjo

Voltas-te silencioso
Continuas de negro
Meu pleno misterioso
Sorrio com a calma tua

 

Vislumbro-te fascinada antes
Que o impasse se destrua
Respiro-te a calma
Cheiro-te os pensamentos

 

Sempre foste o parteiro
Das ideias divergentes
Que hoje e sempre
Gerei em meu ventre

 

Abraço a tua mão
Recolho-a em mim
Deste mundo só colho
As penas que perdi.

Publicado por Gnose em 09:15:22 | Permalink | Sem Comentários »

Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Tinta nas veias

Na conduta presente
Da seiva quente
Da tinta fresca
Que tenho em mim

 

Escrevo pesadelos
Emaranho-me
Na teia secreta
Dos meus medos

 

Corre-me o sangue
Ressaltam-me as veias
Deixo cair as folhas
Choro outras Primaveras

 

Mergulho no som
Calado e esquecido
Construo de novo
O fado prometido

Publicado por Gnose em 23:09:53 | Permalink | Sem Comentários »

Hoje choro…

Hoje choro
E nem a tristeza
Aqui existe
É ténue o desvaneio
A lágrima insiste
Sem que a lógica
Me acompanhe
Ou me persiga
Nos contornos
Escuros da vida
O golpe é permanente
O sorriso escondido
Torna-se evidente
Quando sopro magia
E me sinto de novo presente

 

Aconchego-me…
Recruto-me…
Respiro-me…

Publicado por Gnose em 13:03:39 | Permalink | Sem Comentários »